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Não estou sendo imitador de Paulo quando digo que o bem que eu quero fazer não faço (Romanos 7.19). A não ser que seja uma imitação involuntária, despercebida. Falta-me tempo. Competência. Disposição. Preferia imitá-lo em outras áreas, mas nessa não. Às vezes não sei mesmo conviver com a situação. E nem sei como "fazer" o bem que quero fazer. O pior é que às vezes até sei.
Em contrapartida o mal é fácil. Faço sem pestanejar. Sem titubear. É impressionante tamanha aptidão. O mau me procura, me visita, se aloja no coração. Molda a razão. Tem meu número, veste perfeito. Está até na emoção.
Somos tão bem sucedidos em não fazer o bem quanto em fazer o mal. Para o mal há justificativa, desculpas: "Faço-o por que sou humano, produto do meio". Para o bem só há barreiras: "Não tenho tempo, sensibilidade, habilidade, dinheiro".
Fazer o bem é cansativo, despendicioso. É mais fácil fazê-lo quando ocioso. O mal não precisa de planejamento, funciona em qualquer lugar, em qualquer momento. Não sei se é questão de natureza ou de fraqueza.
Se somos bons monstros sinceramente não sei. Se há alguma beleza em sermos boas criaturas más, não a encontrei. O pior é quando nos acostumamos com isso. E quando assumimos com o mal um forte e fiel compromisso.
criado por feLIpEnOVe
16:39:41