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	<subtitle type="html">*nOVe = NOva VErs&#227;o: M&#250;sica, carros, humanos e uma nova vis&#227;o.</subtitle>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">mEu pALco mP3</title>
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&#160;
E a&#237; Galera etou com meu palcomp3, onde al&#233;m dos texto estou postando umas instrumentais com muita guitarra e teclados...
http://www.palcomp3.com.br/felipenove
P.S.: A imagem &#233; meramente ilustrativa...&#160;
&#160;</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Tempo Perdido</title>
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		    <updated>17.10.08 14:24:45</updated>
		    <published>13.08.08 20:43:11</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Acho que perdi tempo. &#8220;Tarde demais&#8221; n&#227;o fazia parte de meu vocabul&#225;rio. Nunca pensei que chegaria esse momento. Vivi toda a minha est&#243;ria me planejando, mas esqueci de te incluir em meus planos. Voc&#234; era o &#250;ltimo nome da minha lista, mas estava l&#225;, aguardando o momento certo. &#8220;Espere um pouco que h&#225; um espa&#231;o pra voc&#234; depois de eu conseguir tudo o que quero&#8221;. Tenho a impress&#227;o que perdi tempo, pois o momento certo nunca chegou. O melhor da minha idade passou. O amor que eu tinha se esfriou. Perdi tempo com os sons, com os compassos. Fiquei fascinado pelos ritmos, as luzes, com o tesouro enterrado. Dancei a m&#250;sica que queria, manobrado pelo o que os outros faziam. Na minha diferen&#231;a eu era igual. Cometia os mesmos erros, fazia o que pra mim era normal. Desconfio que tardei em me decidir, acabei me dando mal. Ignorava a tua fala, teu sinal. Nunca li suas cartas, o assunto com voc&#234; n&#227;o era legal. &#8220;Voc&#234; me ama e &#233; isso que importa&#8221;. Quando tudo der errado eu volto e bato &#224; sua porta. Agora que tudo acabou sinto falta. Falta de nunca ter tido algo com voc&#234;. Sinto falta do brilho que existia em seus olhos e das vezes que voc&#234; parava o tempo para me ver. Acho que perdi tempo crendo que no assunto &#8220;vida&#8221; eu era doutor. Acho que perdi n&#227;o s&#243; tempo, mas maior de todas as est&#243;rias de amor. Perdi-me entre as paix&#245;es e &#224; verdade nunca dei valor. Quanto me irritava te insultava. Seu sacrif&#237;cio era algo que parecia n&#227;o ter valido nada. Eu me enganava. Achava que poderia ter uma chance no final da minha estrada. Deu pra perceber que, pensando em mim, eu nunca te encontrava. E agora me lembro todos os dias dos seus gestos. Das vezes que te ignorava por causa do meu ego. Assisto &#224;s mesmas cenas a cada segundo. Manchei seu amor, me tornei imundo. &#8220;Tarde demais&#8221; era jarg&#227;o pra surdo, falar de vida eterna era um insulto. Acho que perdi tempo e n&#227;o tenho mais como voltar. Tenho a morte inteira pela frente pra repensar, analisar meus erros, o vazio que eu n&#227;o queria abandonar. Acho que perdi tempo, perdi sonhos. Perdi uma eternidade. Zombava daquilo que voc&#234; dizia e hoje sou a pr&#243;pria mediocridade. Consome-me a tua falta. Bem mais que o fogo dessas trevas que acinzentam a minha alma. Se tivesse dado valor &#224;s suas palavras. Se tivesse entendido que voc&#234; &#233; o Salvador e que eu precisava do teu sangue pra sobreviver. Se eu tivesse recebido o que de gra&#231;a voc&#234; queria dar. Se eu tivesse entregado a minha vida pra voc&#234; cuidar... &#8220;Tarde demais&#8221; era tudo o que n&#227;o queria ouvir. &#8220;Jesus, mais uma chance, nunca mais irei trair!!&#8221; Por favor, &#8220;tarde demais&#8221; n&#227;o &#233; chave de ouro que esperava pra trancar o tempo que perdi.
&#160;
by felipenove&#160;</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">O Cisco</title>
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		    <updated>01.07.08 22:09:04</updated>
		    <published>30.06.08 11:03:18</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Quando me olho no espelho vejo cisco nos seus olhos. Vejo com bastantes detalhes os sentimentos corruptos do seu cora&#231;&#227;o. &#201; t&#227;o prazeroso perceber seus erros. Lembrar a sua est&#243;ria e culpar eternamente pelos seus atos. Eu fa&#231;o de voc&#234; ref&#233;m do seu passado. Eu me&#231;o os deslizes de todo mundo. Parece que todos s&#227;o imundos. Tamanha imund&#237;cia faz desviar a aten&#231;&#227;o do meu por&#227;o. Eu pare&#231;o ileso &#224; podrid&#227;o, algu&#233;m que, orgulhosamente, caminha na contram&#227;o. Assim, n&#227;o sou igual aos outros. Eles mentem. Nada sentem, s&#227;o dormentes. Inconseq&#252;entes. Deprimentes. Eles t&#234;m cisco nos olhos. Enxergam tudo emba&#231;ado. S&#227;o tapados. Assim, n&#227;o sou como eles. Eles enganam. Pensam em dinheiro. Falam dos outros o dia inteiro. Faltam com respeito. N&#227;o sei bem, mas parecem que usam m&#225;scaras. S&#227;o cheios de trapa&#231;as. Ouvi dizer que at&#233; pecam. Oram, rezam. Eles t&#234;m cisco nos olhos. Coitados, condenados. Tenho pena por n&#227;o perceberem. Olhos lacrimejando por um corpo estranho. Saiba que ciscos causam inflama&#231;&#227;o na mente, nos olhos, no cora&#231;&#227;o. Eles precisam de m&#233;dicos. Oftalmologistas da alma. Precisam viver a vida com mais calma. Precisam ser melhores, baterem novos recordes. Eles t&#234;m ciscos nos olhos. N&#227;o sei como n&#227;o se envergonham. N&#227;o sei como ganham. Quando v&#227;o viver o que pregam? Quando v&#227;o aprender sobre o que negam? Os ciscos atrapalham a ler. A entender. Interfere na percep&#231;&#227;o. Parece prejudicar at&#233; a audi&#231;&#227;o. Definitivamente n&#227;o sou como eles. N&#227;o tenho ciscos nos olhos. S&#243; uma trave que parece me trazer superpoderes e me&#160;d&#225; &#8220;super-vis&#227;o&#8221;. </content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Por favor</title>
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		    <updated>07.08.08 11:11:38</updated>
		    <published>25.06.08 12:02:13</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">
- Por favor, aguarde sua vez e n&#227;o ultrapasse a linha amarela assim como todos os outros. - N&#227;o se lembras de mim? - N&#227;o. - N&#227;o &#233; poss&#237;vel que n&#227;o me reconheces! Sou um grande amigo seu. - Aqui voc&#234; &#233; como todos os outros. N&#227;o h&#225; distin&#231;&#227;o. E na verdade, n&#227;o me recordo a seu respeito. - Como n&#227;o? J&#225; disse que somos &#237;ntimos, verdadeiros amigos. - De qualquer forma aguarde sua vez. - N&#227;o acredito que n&#227;o se lembra de mim. N&#227;o se lembras do servi&#231;o que prestei, dos sonhos que tivemos, das lutas que enfrentei? Por voc&#234; eu me sacrifiquei e n&#227;o posso ser tratado como um qualquer. O que adiantou eu ter vivido pela f&#233;? - Porque eu me lembraria de voc&#234;? Pelas obras de suas m&#227;os? Pelo ser bem sucedido que foste? Ou pelo vazio que carregavas no cora&#231;&#227;o? - Pela minha fidelidade. - Religiosidade, melhor dizer. N&#227;o me engane. Esse tempo todo voc&#234; n&#227;o pensou em ningu&#233;m al&#233;m de voc&#234;. Voc&#234; foi frio, calculista e distante. Desculpe, n&#227;o tenho como te reconhecer. - N&#227;o acredito que perdi anos da minha vida. - Mais um motivo pra n&#227;o me recordar. Voc&#234; esteve ao meu lado sempre pensando nas coisas que estava perdendo, e nunca nas que poderia ganhar. - N&#227;o, eu estive ao seu lado por amor. - Amor? Que amor &#233; esse que nunca se compadeceu? Seu amor nunca me foi acess&#237;vel. Nunca foi demonstrado, compartilhado. Assim como os seus dons, deve ter ficado o tempo todo enterrado. - Dons enterrados? E os sinais que fiz? Eu fui usado. - Usado como a mula de Bala&#227;o, pra que se cumprissem os desejos do meu cora&#231;&#227;o. - Mas eu me esforcei para ser parecido com voc&#234;. - Tudo bem, conheci suas obras, mas n&#227;o vi dignidade nelas. Sei que tens nome de quem vive, mas, na verdade, &#233;s morto. Infelizmente n&#227;o &#233;s frio, nem quente. &#201;s morno. - E os frutos que gerei? - N&#227;o pode a &#225;rvore boa dar maus frutos; nem a &#225;rvore m&#225; dar frutos bons. Toda &#225;rvore que n&#227;o d&#225; bons frutos deve ser cortada e lan&#231;ada no fogo. Lembre-se da est&#243;ria do trigo e do joio. - Mas profetizei em Seu nome. Expulsei dem&#244;nios, fiz maravilhas. - Nunca o conheci. E nunca me conheceste. N&#227;o foste o filho que queria. - Dei p&#227;es aos famintos... - N&#227;o torne as coisas ainda piores. In&#250;meras vezes te orientei. Mostrei meus caminhos, minhas vontades. Eu alertei, revelei toda a verdade. Voc&#234; foi fogo estranho. Viveu como queria. Na contram&#227;o do plano que em voc&#234; eu realizaria. Querido, n&#227;o h&#225; mais tempo. Esse n&#227;o &#233; o momento. N&#227;o h&#225; espa&#231;o para arrependimento. &#201; com l&#225;grimas nos olhos que n&#227;o deixo vir a mim, pois foi por voc&#234; que morri. Queria que estivesse comigo na eternidade. Foi pra isso que jorrei sangue de verdade. Mas veja voc&#234; mesmo: seu nome n&#227;o est&#225; escrito no livro. N&#227;o tens passaporte, n&#227;o &#233; esse seu destino. N&#227;o &#233; esse o seu caminho. - Mas, Senhor... - Por favor, volte-se pro seu lugar. Seu tempo acabou. Distancie-se de mim, por favor.
&#160;
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		    <title type="text/plain" mode="xml">A Sa&#237;da</title>
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		    <updated>23.06.08 13:34:12</updated>
		    <published>23.06.08 10:59:42</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Quanto mais voc&#234; consome, menos voc&#234; tem pra viver Quanta grana voc&#234; gasta e tem algu&#233;m gastando voc&#234; Fuma at&#233; o talo enquanto a morte queima voc&#234; Quanto mais voc&#234; consome, tudo voc&#234; p&#245;e a perder Quanto tempo voc&#234; perde enquanto n&#227;o h&#225; tempo a perder Voc&#234; defendeu o mundo e ele s&#243; condena voc&#234; Cheira a tua vida, e a vida cheira mal pra voc&#234; Quanto tempo voc&#234; perde e o tempo corre contra voc&#234; Voc&#234; n&#227;o tem escolha, mas h&#225; uma sa&#237;da J&#225; &#233; hora de enxergar esta porta 
Parece n&#227;o ter chance, existe um escape O caminho que te traz de volta a vida &#233; Jesus
(Z&#233; Bruno e Hamilton Gomes)</content>
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