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*nOVe = NOva VErsão: Música, carros, humanos e uma nova visão.

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Terra Blog

Arquivo de: Dezembro 2007

25.12.07

Descubram vocês mesmos

Trilhamos por caminhos complexos este ano. Vivemos momentos de “tentativa e erro”, mas resolvemos com certo êxito uma das equações chamadas “futuro” apresentada a nós no início de janeiro. Fizemos novos amigos. Desfizemos vários preconceitos. Começamos em um espaço e criamos outros. Complicamos muitas coisas simples, simplificamos outras exageradamente absurdas. Vitórias, muitas; Derrotas, aparentemente, algumas. Muitas escolhas certas, outras tantas sem lógica como nunca.
Descobrimos que “Todo carnaval tem seu fim” mas que só nos lembraremos disso no fim de mais um carnaval. Que “O caminho” existe e que nosso senso de direção nem é tal mau. Quanta coisa foi preciso entender... Disseram que somos algum tipo de “bom monstro” (“Nós, Monstros”) e que somos produtos do meio. Sim, eu creio. Disseram, inclusive, que dentro de nós existe um tipo de guerra (“Dualidade”).
Foi bom iniciar aprendendo a conviver com a “Mortificação”, árdua e preciosa missão de abrir mão de nossas vontades. Foi bom, também, perceber que somos exatamente iguais aos outros que, sem piedade, criticamos (“Os outros”). Aprendemos, com Ana, a jogar “Ao Mar” nossas diferenças, nosso ódio, nosso rancor; e aprendemos que, “Entre outras coisas”, o perdão não é coisa fácil.
Tivemos momentos sem quaisquer vestígios de inspiração e conversamos horas “Sobre Nada”. Houve momentos de silêncio, vazios (“Vazio”). Houve momentos em que só falamos de nós mesmos (“Eu, eu, eu”). E momentos em que só falamos dos outros (“Carlos e Clarisse”).
Escrevemos cartas (“Carta a Noel”), votamos no Cristo para uma das maravilhas do mundo (“Vote no Cristo?”) e cantamos o porquê de nossas poesias (“A poesia e Eu”).
Vimos que “Enquanto” celebramos nossas diferenças esquecemos o quanto somos iguais (“Sobre Você e Eu”). Que o inimaginável, o impossível, também acontece com a gente, graças a DEUS (“Aconteceu Comigo”). E que devemos lembrar sempre de algo: temos um arquiinimigo que não dorme no ponto (“O inimigo”). Mas, em contrapartida, temos O maior de todos os amigos, que às vezes O deixamos à porta (“A porta e Eu”).
Algumas vezes nos vimos sem rumo (“Essas vezes”), talvez por culpa de nossas escolhas ou renúncias (“Renúncia e Rodolfo”). Ou talvez por que buscamos a qualquer custo algum tipo de reconhecimento. Tanto é que reivindicamos nossos cabritos até hoje (“O irmão do Pródigo”). Isso por uma simples falta de “Superioridade”.
Até que tivemos o interesse e o desejo de fazer o bem. E até o fizemos algumas vezes (“O bem que quero fazer”). Entre elas apontamos o caminho para o Zé (“É, Zé”), e discutimos milhares de vezes como a vida é. Isso incluindo mentiras e verdades. “Congestionamentos” e as mais exóticas paisagens.
Foi um ano de conquistas (“Enfim, o Peugeot”) e de muitas rimas. De alguma fala e de muito silêncio, com espaço para uma pontinha de “Frustração”. Mais de uma, inclusive (“O Peugeot e a mortificação”). Frustrações aparentes que, ao final apresentam-se como livramento, saída, aprovação.
Celebramos nossa estranheza (“Cara Estranho”) e nossas incertezas. Deciframos nossos codinomes (“O porquê do Nove”) e nos vimos em espelhos. E até em ‘avatares’ (“Meu Avatar?”). Fizemos inúmeros questionamentos. Foram tantos ‘porquês’ e ‘Serás’ (“Será”) que até perco as contas. Sem contar o “Se”.
Contaram-nos algumas “Verdades Verdadeiras” e liquidaram nossas dívidas (“A Dívida”). Mediram nosso grau de “Normalidade” e nos ensinaram que a vida é mesmo “Assim”. Talvez um pouco injusta. Divertida ou “Meio” assustadora. Deve ser porque, dentro de um único mundo, existam vários “Mundos Diferentes”.
Aprendemos tudo de novo. Coisas que já sabíamos precisaram ocorrer novamente. Falamos de fé, de salvação, de oração. De vida eterna, confiança, aperto de mão. Ensinamos aos outros tudo aquilo que precisamos tanto aprender (“Não Queira”). E “De novo” repetimos nosso discurso.
Sonhamos muito. Tivemos pesadelos também. Inúmeras vezes esquecemos de nossos compromissos (“Semana de Reuniões”) e até da grafia das palavras (“E o purtuguês?”). Foi preciso “Dizer Não” algumas vezes. Por mais difícil que tenha sido. Por falar nisso tivemos que, mesmo a contra gosto, assumir que não sabemos de tudo (“Eu não sei”). Sabe que fomos até úteis (“30 sites úteis”)? Às vezes poucos acessíveis (“Famosos”). Mas tivemos estória para contar. Entre amores e desamores, vitórias e derrotas. Entre tempo bem gasto e outros jogados fora, desvendamos mais um de nossos grandes mistérios. Este ano foi mais um passo. E por essas e outras, não faltam motivos para agradecer. Agradecer a Cristo, o Senhor. A Deus Pai, Soberano. À família toda e aos amigos. Por isso “Entre Outras Coisas VOL II” deixo “Um Grande Obrigado”. Fiquem com DEUS, tenham muito sucesso, muita saúde e muita estória boa nesse 2008. Descubram vocês mesmos.



 

Um grande (e talvez injusto) Obrigado:

Aos companheiros de blog que muito me ensinaram com seus textos e comentários (Pétala Racional, Eagle Girl, Ju*Estrela, Radiante, Mirleide, Quézia ‘ao mundo’, Rodrigo Calais e Jacqueline Freitas), aos amigos, sem blog, que abrilhantaram esse espaço com suas opiniões e visões (Rafaela Calais, as duas Daianes, Nuti, minha querida Jassonete, Livinha, Thaís e Thamires Marques, o grande Cristiano Loyola, meu irmãozão Fábio Guisolphi, o grande Silvinho, Sandra, Jamaica, minha Tia Célia, minha irmã futura psicóloga Fernanda, as Alines, o cretino mais cretino do mundo: Bruno Nogueira e sua esposa Kelly Sena; ah, a Kelinha também, Dudu do Reggae, Gigiba Freire, Iatahanderson, Rodrigo Quinteros, Jack Chaves, Dime, o grande Gecílio, Gleison, até Fábio Ritis, e se, por acaso eu te esqueci, reivindique nos comentários que eu coloco. É que é tanta gente...), aos amigos e colegas que não comentam, mas que eu sei que passam sempre por aqui (Valdelícia, menina que “imprime tudo!”, Pastor Uiama e família, Presbíteros Alencar e Júlio, Grande Emerson Negão, Márcio, Valdirene, Bruno de Freitas Ramos), aos visitantes em geral que por enquanto não se identificaram e aos que me lêem pelos orkuts da vida via RSS. A todos vocês pela paciência e pelas exatas 12.276 visitas nesses exatos seis meses de blog, DEUS os abençoe. Feliz 2008.


felipenove

15.12.07

Carta a Noel

Querido Noel:

 

Não vim dizer que neste ano fui um bom menino. Nem quero saber o que vou ganhar neste Natal. Escrevo, apenas, para expor as náuzeas que esta época do ano me causa.

A meu ver o Natal é um período injusto. Mesmo com toda essa estória de “Espírito Natalino”, onde as pessoas, mesmo sem saber porquê, são tomadas por uma sensibilidade e uma solidariedade incomum. Nada contra essa bondade toda. Acho, inclusive, Sr° Noel, que deveríamos ser bonzinhos e amáveis durante todo o ano, não somente na última quinzena do mês de dezembro. Mas o que me tira do sério é esse boicote no sentido do Natal. Até eu, às vezes, esqueço qual a razão dessa comemoração.

Até bem pouco tempo atrás eu pensava que se tratava de uma festa para dar e ganhar presentes. E também para ver uma quantidade louca de pessoas enfeitando umas árvores de plástico dentro de casa, tudo para ganhar prêmios das prefeituras. Acho que as concessionárias de energia devem gostar bastante dessa comemoração toda. Ah, os vendedores de pisca-pisca também. (Pois ninguém em sã consciência resolve enfeitar a casa com “lusinhas piscantes” sem motivo algum)

Mas sabe, preciso fazer uma denúncia. Há alguns impostores aqui. Nunca vi tanto velho barbudo vestido de vermelho. E jovens se fazendo de bons velhinhos, então, nem se fala... A vontade de imitar é tão grande que eles nem percebem que, aqui no Brasil, o natal é justamente no verão. São quase 40°C embaixo de muito algodão sobre a pele. Engraçadas são nossas praças repletas de boneco de neve. Falsos, logicamente.

Bom, mas tanto enfeite nos faz esquecer do homenageado. Sabia que tem gente que pensa que você é o aniversariante? Eu, sinceramente, nem sei qual sua função nessa época. De onde mesmo você surgiu e porque você tem tanta importância nos finais de ano.

Não sei porquê do seu trenó. E das renas. Ah, por falar nisso, por onde você costuma entrar, já que aqui no Brasil as casas não possuem chaminés?

Bom, é tanta coisa que fica até difícil falar do menino da manjedoura, não é verdade? Vejo que popularidade não é muito com Ele. Vai ver que é porque Ele não distribuía muitos presentes, né? Fiquei sabendo que Ele só deu um: A própria vida. Que é o passaporte para uma vida eterna. Sem fim, sem dor, sem tristeza, injustiças, misérias, pecados.

Ah, vai ver também que é porque Ele não usava aquele “modelito” vermelho. Bom, mesmo assim, acho injusto que o aniversariante fique sempre de fora das comemorações. As crianças, antes de saberem o significado do Natal, já compreendem que ganharão presentes na virada do ano. Mesmo que não saibam o porquê.

E demoram muito para entenderem sobre esse menino que muito amou a humanidade. Outras, não tão crianças assim, deveriam entender que precisamos ser bonzinhos, humanitários, solidários - em todos os períodos do ano - por que deveríamos nos parecer com esse menino da manjedoura, quase desprezado pelas multidões nos shoppings.

Sinceramente, Noel, não há nada tão ruim quanto a falta de reconhecimento. É triste não ser reconhecido como profissional, amigo, como ser humano justo. Pior de tudo é ser DEUS e não ser reconhecido. Amar o mundo todo com um amor inimaginável e não ser reconhecido. Não que Ele precise desse reconhecimento. Ele é DEUS independente de nosso reconhecimento. Talvez você não sofra tanto, já que possui um farto grau de reconhecimento. Vejo imagens suas penduradas nas portas, nas lojas. Tem até “papai Noel” de chocolate. Já as imagens do aniversariante, pelo menos as que conheço, são de um homem extremamente machucado e sobre uma cruz. E pior: Morto! Bem diferente da sua imagem de um velhinho bem vestido que remete à prosperidade.

Bom, pelo menos a imagem que tenho Dele é de um Rei em Seu trono de Glória, mas confesso que nunca vi uma ilustração dessa em lugar algum. Sabe, Noel, por essas e outras, acho o natal muito repugnante. Isso porque o Natal não é mesmo festejado. É uma festa puramente comercial, com interesse capitalista, mercadológica. O natal que conheço nunca foi Natal. Não faz jus ao nome.

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10.12.07

Superioridade

 

Três cruzes, teoricamente, três criminosos. O da direita volta-se para o do centro e diz: "Senhor, lembra-te de mim quando entrares no Teu Reino" (Lucas 23.42). Pense que, comprovadamente, o "réu" do centro nenhum crime cometeu. E que este era o que mais sofria em sua cruz. Sobre ele uma coroa de espinhos e peso dos erros de todos. Cravos nas mãos e nos pés sustentavam o peso do seu corpo, enquanto este queimava devido às feridas. Sentindo-se traído pelo povo (Jo 1.11) e, aparentemente, abandonado pelo próprio pai, o injustamente condenado criminoso tem de gerenciar sua dor física e emocional e ainda ter compaixão do bandido ao lado, tendo, inclusive, que relevar as ironias e provocações do salteador da esquerda.

A explicação para a "superioridade" entra quando trocamos o protagonista. Imagine você na cruz do centro. Não, melhor, deixe-me contar o que faria nesta condição:

- "Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino".

- "Como é que é? Eu entendi direito? Lembrar-me de você? Você só pode estar brincando! Será que não percebes a dor que carrego nas veias, que sou um inocente pagando o crime de uma humanidade inteira? Será que não percebes que esta cruz é pesada de mais para mim, que esta cruz pertence a Barrabás? Olhe para você. Olhe para mim. Minha dor é maior que a sua. As chibatadas que me retiraram a pele deveriam ser dadas em você. Veja meu sangue jorrando, nem chorar consigo. Só sinto dor. Você ainda fez por merecer, está cumprindo uma pena que lhe é de direito e lamento que só agora tens se arrependido. Sinceramente, eu não tenho disposição e nem interesse em lembrar-me de você. Não estou a fim de te ajudar e nem de ter misericórdia. Morra em Paz."

Porém, o protagonista dessa estória real teve a misericórdia de perdoar o companheiro de cruz: "Ainda hoje estarás comigo no paraíso" (Lucas 23.43). Sem contar que mesmo na pior condição física e emocional possível intercedeu pela humanidade e pelos responsáveis pela Sua dor.

Esta é a diferença entre Cristo e Felipe. A superioridade que Felipes, Josés, Marias não têm condições de adquirir sozinhos. É por essas e outras que Felipes, Josés e Marias não podem fazer grandes coisas pelos outros ou, até mesmo, por você. É simplesmente um problema de limitação, de natureza, de falta de superioridade. Superioridade é para quem é Superior. Não para quem quer.

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07.12.07

A Poesia e Eu

Eu sou letra simples. Minha caligrafia sou eu.

Um suburbano, com fé e rebeldia.

Quem sabe um visionário, estrangeiro em um país?

Ou simples operário, tentando a seu modo, ser feliz...
Sigo com olhos castanhos a olhar pro céu, panfletando a minha arte e minha raiz.

Por isso a poesia não me abandonou, nunca me deixou

Eu, somente eu. Escrito por mim sozinho. Ninguém mais do que eu.
Minha voz, sou eu sozinho.

Não pense que é fácil prosseguir assim.

Exigindo sempre o que espero de mim.

Não pense que é fácil ter que aceitar toda realidade que sinto no ar.  

 

>> Este sou eu. Escrito com a caligrafia dos outros...

Adaptado de "A poesia e Eu" (Kim) 

05.12.07

Enquanto

Enquanto houver letra e melodia para novas canções. Enquanto houver disposição para novas paixões. Enquanto existir cumplicidade, amizade, não deixe de tentar.

Enquanto houver noites quentes e frias; dias após dias, enquanto houver verdades e mentiras, enquanto houver sonhos e companhias, não deixe de acreditar.

Enquanto houver estrada e pedras no caminho. Amigos e até inimigos, não deixe de caminhar.

Enquanto houver chuva, enquanto houver sol. Enquanto houver sorriso no rosto ou lágrimas nos olhos, não deixe de se emocionar. Enquanto houver movimento, momento, vitórias e derrotas, não deixe de arriscar.
Não se deixe convencer sem explicação. Não se deixe viver sem uma direção. Não se deixe morrer sem salvação. Enquanto houver tempo. Enquanto houver graça. Enquanto houver palavras, tente sempre uma nova oração. Enquanto houver poesia, enquanto houver melancolia, enquanto houver vida, expresse a dor e o alívio que existem no coração. Costume-se, vez ou outra, a estender a mão. Abraçar perdidos, apontar a direção.

Enquanto houver frases perfeitas, riffs pesados, e até reticências. Enquanto tiver êxito, sucesso e até insuficiência, continue. Nem que seja só pra saber onde tudo vai acabar. Quem sabe, no meio do caminho, as coisas resolvem se acertar?

Enquanto houver humanidade, maldade, imperfeição, sinceridade, faça a melhor escolha. Mesmo que não seja a mais fácil. Mesmo que pareça incoerente. Não se importe em ser diferente. É melhor que ser só mais um. Há uma vida eterna pela frente.